Júri em São Gabriel condena os quatro últimos réus pela morte de PM em 2016

Vitória Parise

Júri em São Gabriel condena os quatro últimos réus pela morte de PM em 2016
Após dois dias de julgamento, a sentença dos últimos quatro réus envolvidos na morte do policial militar Bento Junior Teixeira Borges, foi anunciada no Fórum da Comarca de São Gabriel por volta das 3h da madrugada desta quinta (24). As penas foram fixadas entre 8 a 20 anos de prisão, sem a possibilidade de recorrer em liberdade. A acusação foi desenvolvida pela promotora de justiça Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca e acompanhada por familiares do policial militar.

Anderson Barreiro dos Santos foi condenado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores, pegando 17 anos, 11 meses e 23 dias de reclusão. Giovane Castro Morbach  foi condenado por homicídio triplamente qualificado, dano qualificado e corrupção de menores, pegando 20 anos e 6 meses de prisão e 1 ano e 3 meses de detenção, além de 20 dias/multa.

Roberto Carlos Carvalho Pereira foi condenado a 20 anos e 4 meses de reclusão mais um ano de detenção e 20 dias/multa.  Patrick Cassal Madrid foi condenado a 8 anos e 4 meses de reclusão, mais um ano de detenção pelos crimes de homicídio qualificado privilegiado, dano qualificado e 20 dias/multa.

Anderson foi defendido pelo advogado Cesar Augusto Laureano Von Helden, Giovani pelos advogados Gustavo Teixeira Segala e Tiago Machado Battaglin, Roberto por Alesson Lopes Rangel e Patrick por Pedro Gabriel Tavares Souto De Lima Langendorf.

O primeiro dia de júri teve início na manhã de terça-feira (23), com depoimentos das testemunhas e dos réus. No segundo, a Promotoria e os advogados de defesa dos réus expuseram suas teses, encerradas próximo às 22 horas. Logo depois, o conselho de jurados, formado por cinco mulheres e dois homens, concluiu a votação e determinação das sentenças por volta das 2h.

Primeiro júri

A primeira parte do júri foi realizada em julho com seis réus em razão da complexidade do caso. No toral, são 10 réus envolvidos, além de defensores e testemunhas em plenário. Em maio deste ano foi determinada a cisão do processo, com o intuito de facilitar o entendimento dos jurados. 

Na ocasião, Robson Carvalho Pereira e Paulo César dos Santos Ferrer foram condenados a uma pena de 22 anos e 11 meses e 20 dias de prisão e 20 dias-multa, cada um, pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima), corrupção de menores e dano. Pelos mesmos crimes, Adriel Gomes Corrêa e Alan Costa Rieffel foram condenados a 21 anos e 4 meses de prisão e 20 dias-multa, cada um. Anderson Martins Pedroso a 21 anos e 4 meses de prisão e Sílvio Jobim D’Ávila a 13 anos e 4 meses de prisão por homicídio qualificado e corrupção de menores. Todos em regime inicial fechado.

Entenda o caso

O crime ocorreu no dia 25 de dezembro de 2016 em um posto de combustíveis localizado na BR-290, após uma briga de casal que resultou em uma confusão envolvendo um grande número de pessoas. O policial Bento Júnior, de folga, teria tentado intervir na confusão, e teria sido agredido com um golpe de facão por João Gabriel Ferraz da Silva, 16 anos, momento em que teria disparado em legítima defesa. 

O adolescente morreu e outras duas pessoas ficaram feridas. Após os disparos, o policial foi desarmado, espancado e esfaqueado por um grupo de pessoas envolvendo adultos e adolescentes. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 

O laudo pericial apontou que Bento foi avaliado com dezenas de feridas e concluiu que a morte se deu por hemorragia intracraniana, consecutiva a traumatismo crânio-encefálico por arma branca.

*com informações do Caderno 7

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